X-Men – Primeira Classe, é um filme muito bom para quem curte histórias em quadrinhos e gosta de vê-las transformadas para o cinema. São utilizados vários efeitos que, por mais que ser mutante seja ter uma deformação, às vezes, queríamos nos transformar nestes seres inventados para que tivessemos poderes especiais e inimagináveis. Apesar de não ser uma adaptação fiel à série First Class, o filme veio para mostrar como os mutantes começaram a se unir, e, mesmo que não apresente exatamente como viraram inimigos, nos mostra como foi a separação de dois amigos, em seus primeiros momentos. A direção ficou por conta de Matthew Vaughn (“Nem Tudo É o que Parece” – 2004; “Stardust – O Mistério da Estrela” – 2007 e “Kick Ass – Quebrando Tudo - 2010).
X-Men: Primeira Classe traz um elenco jovem e desconhecido que mostrou ser capaz de cumprir com o seu papel. Nesta representação fílmica da história em quadrinhos, é passado para todos como foi a união e como foi a separação, mas não mostra como realmente se tornaram inimigos, pois no filme eles não brigam, apenas se separam. Não achei que a desvença foi tão grave para que criassem esta guerra que existe entre eles. Podemos entender as razões de Magneto (Michael Fassbender) não gostar dos humanos e querer destruí-los. Penso que o motivo para a guerra entre os dois mutantes, seja o fato de que o Professor X (James McAvoy), sempre tente impedir que o Magneto destrua a humanidade, ao qual ele tem raiva. No filme, Charles e Erick têm um inimigo em comum, Sebastian Chaw, que é vivido por Kevin Bacon, e que merece destaque por sua atuação. Foi ele quem causou toda a revolta em Magneto, por matar sua família ainda quando era crianças, apenas porque Chaw, queria usar os seus poderes.
Uma curiosidade é que nos quadrinhos, o Professor X perde o seu cabelo logo quando descobre seus poderes, mas no filme não é isso o que acontece, pois não vemos como ele soube que tinha poderes, ele somente os tinha. Quando era conhecido apenas como Charles Xavier, ele era um homem que ainda tinha o movimento das pernas e que xavecava várias mulheres quando estava no bar bebendo com amigos e ao lado de Mística, de quem ficou amigo desde que a conheceu, quando ainda eram crianças. Assim como Erick Lehnsherr (Magneto) representa a solidão e o isolamento, Mística representa o preconceito, por ser azul e escamosa. Ela tenta aceitar a si mesma como é, o que só é visto no final quando percebe que pode ser ela mesma ao lado de Magneto. Creio que um segundo filme de “Primeira Classe” deve surgir para nos mostrar os primeiros conflitos que surgiram, após a separação do Professor X e Magneto.
Histórias e Fatos
Com lindas e espetaculares fotografias, o filme, que passa na década de 60, “quando ocorre a crise dos mísseis entre URSS e os EUA, e Cuba, que abrigava o arsenal militar soviético” (Leia mais: Daniel Herculano). O surgimento, ou a descoberta, dos mutantes pelo governo americano, não veio em boa hora. O filme traz cenas em vários países do mundo. O presidente dos EUA é o John F. Kennedy. Outras personalidades como Martin Luther King e Malcolm X, também fazem breves aparições, para representar melhor a época e situação em que o planeta vivia. Uma cena muito boa é quando, em meio a uma possível guerra entre os xx xxx e xxxx xx, Magneto consegue, pela primeira vez levantar com sua força, algo tão grande como um submarino. Na ocasião, ele foi ajudado pelo Professor X, que o havia ensinado, como controlar suas emoções, afim de mover algo com sua mente.
Recheado de efeitos especiais, X-Men: Primeira Classe, não somente marca por sua história, como também pela sua qualidade. São 132 minutos de muita ação em um filme dirigido por Matthew Vaughn e distribuído pela Fox Film. “X-Men: Primeira Classe” conta a história do épico início da saga dos X-Men e revela a história secreta de famosos eventos globais. No enredo, não temos a presença de Scott Summers, o Ciclope, e nem de Jean Grey, porém, o irmão de Ciclope, Alex Summers, aparece no filme da Marvel Comics. E ainda há uma rápida aparição de Wolverine (Hugh Jackman), o que causa um grande alvoroço em todas as fãs. Nno filme estão presentes: Emma Frost / Rainha Branca (January Jones; Raven Darkholme / Mística (Jennifer Lawrence); Dr. Henry “Hank” McCoy / Fera (Nicholas Hoult); Maré Selvagem (Álex González); Sean Cassidy / Banshee (Caleb Landry Jones); Alex Summers / Destrutor (Lucas Till); Darwin (Edi Gathegi); Moira Mmac Taggert (Rose Byrne); Anjo (Zoe Kravitz); Azazel (Jason Flemyng); entre outros.
Bom filme!
#ficaadica
Curiosidades:
» Bryan Singer (diretor dos dois primeiros “X-Men”) foi o primeiro diretor contratado para comandar o longa, mas teve de abandonar o projeto por conflitos de agenda. Ele já havia assinado para filmar o longa “Jack The Giant Killer”, para a Warner Bros.
» Singer já havia deixado a Fox na mão uma vez: quando contratado para comandar “X-Men: O Confronto Final”, abandonou as filmagens alegando “motivos pessoais”. Boatos dizem que ele não havia gostado do controle absoluto do estúdio sobre o filme.
» O diretor Matthew Vaughn era o preferido de uma lista que contava com Timur Bekmambetov (“O Procurado”), Louis Leterrier (“O Incrível Hulk”), David Slade (“Eclipse”), Daniel Espinosa (“Snabba Cash”) e Carl Erick Rinsch.
» O roteiro de “X-Men: Primeira Classe” teve que ser reescrito após o lançamento de “A Origem”, novo filme de Christopher Nolan. Matthew Vaughan (Kick-Ass) revelou que doze páginas do roteiro foram jogadas fora, para evitar acusações de plágio. “Assisti A Origem e amei... Mas meu coração partiu ao meio quando vi que algumas ideias nossas já tinham sido usadas no filme. Podíamos fingir que não vimos, ou mudar tudo. Então optamos por arrancar 12 páginas de roteiro e storyboards”, conta Vaughn.





