Entrevista com Ricard Noblat para o Programa Jogo de Idéias
O jornalista Ricardo Noblat participou na noite de quinta-feira, dia 19 de maio, do Programa Jogo de Idéias, realizado no Auditório do Itaú Cultural. Noblat falou sobre o seu livro “O que é ser jornalista” e sobre o sucesso que tem feito com seu blog, que trata de assuntos políticos. Também comentou sobre sua vida pessoal e de quando morou fora do Brasil. A entrevista foi mediada pelo jornalista Claudiney Ferreira e contou com a participação do editor da revista Ciber Cultura, Guilherme Kujawskido e do público, que também fez perguntas ao entrevistado.
Noblat nunca pensou em criar um blog, afinal, ele nem sabia como o fazer. Foi através de um incentivo de um amigo, para que desse continuidade em uma matéria que fazia para o jornal em que trabalhava, que surgiu a idéia do blog. “Tudo foi acidental. Era apenas para dar continuidade a uma matéria especial que fazia. Quando fui encerrar o blog, pediram para que eu não parasse, como estava, e estou, desempregado, dei continuidade e hoje sei que realmente as pessoas tem gostado do que escrevo”, destacou. O jornalista também afirmou que mudou o modo como trabalha. “Acho que hoje trabalho mais do que antes. Atualizo o blog várias vezes por dia e o dia todo. Tenho que ficar ligado para dar a notícia em primeira mão”, acrescentou.Ferramentas
Noblat ressaltou durante a entrevista que as ferramentas disponíveis no blog não devem ser evitadas. Para ele, quando o leitor quer ajudar, ele pode ser um bom profissional da notícia. “Leio todos os comentários que deixam. A opinião do leitor é muito importante para saber qual direção tomar”. Sobre o fim do jornal impresso e a redemocratização da informação ele destacou e ainda polemizou: “Ninguem tem esta resposta, mas a mídia impressa tem que passar por uma reformulação. Acho que são os jornalistas é quem têm que mudar. Muitos vão para a assessoria e acho que nao se faz jornalismo assim. O ideal é trabalhar onde é possível ter a chance de ir além, ser talentoso e ter paixão pelo que faz”, aconselhou.




